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6.2.07

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE LULA
(diálogo entre os Presidentes do Brasil e dos Estados Unidos)

por *Langstain Almeida


Excelentíssimo Senhor Lula da Silva,
Digníssimo Presidente da República
dos Estados Unidos do Brasil:


A embaixada brasileira em Washington e a americana em Brasília, já preparam para abril deste 2007, a visita de V.Exª ao Presidente americano, senhor George Bush. Tal notícia fora publicada pela grande imprensa tupiniquim mais ou menos no meado do mês de janeiro recém-findo.
Essa visitação deixa de cabelo em pé, as pessoas que já foram assaltadas em algum local do país. Esse aperto de mão entre o tigre de bengala e o gato gordo do busilhão da esquina, leva à compunção a alma de todas os mortos pelos bandidos esfarrapados e pela polícia esfaimada. Todas essas vítimas sabem que a violência social é uma decorrência da miséria criada pelo desmantelamento do capitalismo autônomo que vigeu até a imposição da Ditadura Militar em 1964. A partir do gerenciamento da nação pelo sistema belicoso dominante, todos os privilégios foram doados ao capital estrangeiro, até que este dominador sequioso implantasse eficientes condutos de transposição de divisas no lugar do escorraçado processo de produção capitalista autônomo.
Vossa Excelência deve saber que mister Bush representa a plutocracia ianque que comanda o imperialismo econômico na quase totalidade dos países do hemisfério Sul. Aonde este dragão de Komodo vai com seus trustes imperiais, leva a miséria e a pobreza generalizadas. A comprovação da calamidade humana que se denuncia agora, ressuma no couro e osso das multidões esquálidas que fervilham em todos os países latino-americanos, exceto em Cuba!
Até a Revolução cubana em 1959, os países latino-americanos desenvolviam um processo de produção capitalista autônomo, subordinado a um Estado elitista com seu objetivo maior de favorecer os interesses da classe empresarial. Mesmo submisso a um Estado da minoria privilegiada, este sistema de produção era menos ruim do que o atual, baseado na fórmula DMT (dinheiro-mercadoria-transferência de renda p. o exterior).
Sob a égide do processo de produção autônomo (DMD = dinheiro-mercadoria-dinheiro), a Argentina chegou a ser considera a Suíça das Américas, precisamente por não transferir renda para outros países. Com base nesta estratégia de não-transferência gratuita de riqueza, a nação platina alcançou índice de desenvolvimento humano a nível europeu, até que fosse submetida a ferro e fogo, à ditadura videlina em 1976.
No governo JK, empossado em meado da década de 1950, o Brasil vivia a época dourada do processo capitalista autônomo, precisamente por não remeter renda para outros povos. E é de se anotar que crescia! à taxa dos tigres asiáticos de hoje.
Em 1963, o nível de miséria no Brasil atingia 5% da população nacional. Hoje, em 2007, a miséria atinge a monstruosa cifra de 50% dos brasileiros.
No governo JK, final dos anos 1950, o capital estrangeiro investido no Brasil só transferia 10% dos lucros sobre os recursos realmente aplicados. No governo João Goulart, essa transferia de lucros para as matrizes alienígenas, fora reduzida para 8%, fato que provocou a antecipação do golpe militar para 1º de abril de 1964. Neste instante, era inaugurada no Brasil, a Ditadura Militar com o objetivo precípuo de fazer vitoriar o viçoso capital estrangeiro, ao qual foi concedido pelos bondosos generais golpistas, o privilégio de remeter para suas matrizes, 100% dos lucros auferidos, mais royalties, juros e dividendos, sem que essa hidra de Lerna precisasse abandonar a prática nefária do subfaturamento nas exportações e do superfaturamento nas importações diretas de suas matrizes. Os generais, corrompidos pela “ajuda militar ianque”, cooptaram o apoio dos manicacas empresários nacionais e os aplausos da classe-média despolitizada, e sob as ordens do embaixador americano, arrasaram o processo de produção capitalista autônomo atuante no Brasil desde a posse de Getúlio Vargas em 1930. Apelidaram este capitalismo autônomo de comunismo. Quem não fosse pró capital estrangeiro, seria acoimado de comunista, preso e torturado, permanecendo em masmorras fétidas, inteiramente desprotegido de qualquer direito de defesa.
Presidente Lula! V.Exª deve saber que no dia 1º de abril vindouro, vai fazer 43 anos que o imperialismo domina a economia brasileira na proporção de 76% e o que cresceu mesmo por aqui, foi a miséria social que aumentou 2000% no decurso dessas quatro décadas. Se o capital estrangeiro fosse bom para os países hospedeiros, a oligarquia estadunidense não o exportava, ficava com ele mesmo para si, como faz com seu compensador mercado-de-trabalho, em defesa do qual ergueu altíssimas muralhas de concreto, para barrar os imigrantes desempregados nos países arruinados pela ininterrupta cessão de riqueza líquida.
Finalmente, Senhor Presidente, me diga uma coisa: o que diabo V.Exª vai fazer na Casa Branca lá naquele fim de mundo? Que papo furado V.Exª terá com o homem que até hoje faz esguichar o sangue dos iraquianos como se fosse cano d’água estourado no meio da rua. O Bush deve achar V.Exª um baita de um bobo da corte! parecido com Sancho Pança, o serviçal de d. Quixote.
V.Exª não pode ver um banqueiro estrangeiro ou um governante do tipo Tony Bair ou Bush, que logo se afrouxa todo e vai desembuchando o serviço sujo executado contra a economia do povo brasileiro.
Em sua ida à Casa Branca, V.Exª vai dizer a Bush que em 2002 pegou a remessa do investimento direto estrangeiro em 5 bilhões e elevou essa malvada para 10,3 bilhões de dólares em 2005, com previsão de aumento de 4% para 2006. Esse investidor direto disputa com o investidor especulativo quem remete mais riqueza líquida para o exterior, aberração econômica que acontece desde o surgimento da sanguinolenta ditadura dos generais brasileiros em 1964.
V.Exª vai deleitar o senhor Bush com a informação de que em 2002 pegou a remessa dos especuladores em 8,4 bilhões e elevou essa famigerada remessa estrangeira para cerca de 17 bilhões de dólares em 2006. A essa notícia, o invasor do Haiti vai adorar, a ponto de mandar trazer para V.Exª uma dose de cachaça da boa, daquela que seu vice José Alencar produz lá em Salinas na Bahia. Com remessa deste tamanho! sem que essa gente tenha plantado um só pé de chuchu, o Bush vai cair na gargalhada e V.Exª também, ambos zombando de nós, a classe-média brasileira, que ficamos inadvertidamente na condição temerária de repasto fácil de bandidos sitibundos, engendrados aos borbotões na agonia medonha dos 80 milhões de miseráveis que formiguejam em quase toda a geografia urbana do Brasil.
Nossos antepassados e nós somos os responsáveis pela organização desse Estado excessivamente perverso, que gera miséria para milhões e bem-estar com segurança para uma ínfima minoria. Nossa ignorância política permitiu que uma patota de generais corruptos impusesse por meio de um ditadura sanguinária, a destruição do processo de produção capitalista soberano e em seu lugar, implantasse o processo de produção dependente que são essas colossais bombas de sugação de riquezas, dominadas pelo empedernido capital estrangeiro. Passamos a transferir fortunas para as burras estrangeiras, quando devíamos doar os frutos do esforço nacional à melhoria material e moral do ambiente acessado por nossos filhos. Perdemos os anéis e ficamos com os dedos tortos! Hoje, pagamos o preço de nosso comodismo político, não só com a tragédia humana de metade de nossa gente, mas também, com essa insegurança pessoal que sentimos em qualquer parte de nosso país.
Será que só seguiremos o exemplo da China quando nossa sociedade exibir o quadro tétrico de 80% de miseráveis?
Senhor Presidente: Eu e alguns colegas montamos com a ajuda de uma pitonisa, o teatro que será protagonizado por V.Exª e mister Bush no instante da incongruente visita de V.Exª. As zanguizarras cênicas vão transcritas abaixo:
- Olhe, Majestade, - diz o Presidente do Brasil -, o papelzinho com o total da remessa das rendas dos estrangeiros para o exterior em 2006 – mostra V.Exª, o seu serviço de quinta-coluna em favor da plutocracia ianque.
Bush observa os apontamentos no papelucho e se exprime com os olhos esbugalhados:
- Puxa! Como você é zeloso, amigo Lula! ao favorecer a turma da agiotagem em seu empenho de remeter para o exterior cerca de 17 bilhões de dólares só em 2006! Eita cachaporra! Que bolada arretada! Você merece uma dose de tequila – e manda o barman trazer um cálice da quentinha...
- Majestade, - evoca V.Exª ao dono do Mundo -, anote em sua boa memória que o global da remessa das rendas líquidas para o exterior em 2006 não ficará abaixo de 27 bilhões de dólares. Eu garanto a Vossa Majestade que a remessa seria realmente muito maior se fossem computados os lucros invisíveis decorrentes do subfaturamento na exportação da filial para a matriz e do superfaturamento das importações em sentido reverso. Exemplo: a exportação de minérios da filiar para a matriz por preço de papai pra mamãe; importação das matrizes pelas filiais montadoras de automóvel, geladeira, televisão, etc., por preço superfaturado. Fique tranqüilo e absolutamente certo que a boladona visível somada à invisível, ajudará Vossa Majestade a tapar o rombo de seu orçamento fiscal, necessariamente provocado por seu humanitário esforço de democratização do petróleo daqueles ingratos iraquianos – pronuncia V.Exª, esse fraseado bonito e logo se curva para beijar intempestivamente a mão de Bush, que se auto-proclamara Imperador do Universo ao desmoralizar a ONU com a invasão do Iraque, do Afeganistão e do Haiti.
Com um olhar cogitabundo, Bush fala assim com a cara meio enfarruscada:
- Amigo Lula, com essa remessa líquida de cerca de 27 bilhões de dólares só em 2006, inevitavelmente a miséria social ficou agravada ainda mais em seu país. O que você faz para evitar que as massas famintas tomem as ruas? Tudo indica que você é um verdadeiro equilibrista político... – pergunta Bush ainda abismado com a insensata ideologia elitista de V.Exª.
- Eu mando distribuir com os mais miseráveis em torno de 4 bilhões de reais por ano, (pouco menos de 3% do que paguei aos banqueiros em 2006), tocando pra cada um de 8 a 40 dólares por mês. Quando recebe sua esmola, o marido com a mulher dana a cara na cachaça papuda, para logo depois ficarem bêbados que nem dois gambás. Cachaça da ruim é um bom recurso pro cabra esquecer sua própria fome e a dos filhos – explica V.Exª se achando um astucioso insuperável...
- Quantos são os miseráveis lá no Brasil? – indaga Bush.
- Já passam dos 80 milhões, mas felizmente o IBGE informa que só são 56 milhões – elucida V.Exª, o Lulinha paz e amor da camarilha da dívida pública, cuja ambição desmedida privatizou o Banco Central e de queijada, com o mamulengo Meireles na presidência, a quem cabe engenhar à socapa, ganhos fabulosos à custa da expansão da pobreza nacional.
- Aqui nos Estados Unidos, apliquei o neoliberalismo cortando investimentos no social, e a onda de miseráveis, pela estatística oficial, já atinge a crista de 12 milhões. Pelo barulho que eles fazem, eu acho que esses miseráveis já passam de 20 milhões de almas penadas. Dessa macacada, só consegui recrutar alguns milhares para a frente de guerra no Iraque. Se conviver com 20 milhões já incomoda os ouvidos, imagine-se conviver com a poluição sonora de cerca de 80 milhões de famulentos. Você, meu baixote, é o maior enrola-famintos do Terceiro-Mundo – elogia Bush pretendendo tirar proveito do caráter disentérico de V.Exª.
- Com alguns reais do Bolsa-Família, eu mantenho esse vulgacho acomodado com a miséria e resignado com a morte prematura, tendo como única glória votar em mim e ainda de lambujem, me chamar de pai-dos-pobres – com essa espécie de apreciação tão franca quanto debochada, Bush ri desbragadamente, enquanto V.Exª esboça aquele riso soluçante de chocarreiro velhusco em picadeiro de circo mambembe.
- Eu li - fala Bush pondo a mão no ombro da maior autoridade brasileira - no relatório de 2004 do Banco Mundial, que 20% dos mais pobres no Brasil se apropriam de 2% da renda nacional, enquanto os 2% mais ricos ficam com 46.7%. Esses dados indicam que o Brasil é o país de maior concentração de renda no Mundo. Neste ranking infamante, o velho gigante adormecido encontra-se na frente de Botsuana, Mauritânia e Guiné. Manter uma situação dessa sem precisar atirar nas multidões, é uma verdadeira magia de funâmbulo político – raciocina Bush achando V.Exª o superman da embromação governamental.
- E tem mais... Preste bem atenção!! Para que Vossa Majestade possa valorizar meu trabalho político, é indispensável saber que eu mantenho esses milhões de famulinos conformados, ao mesmo tempo que favoreço seus compatrícios patacudos a ganharem bilhões de dólares. No Brasil, só quatro bancos em 2006 lucraram mais de nove bilhões de dólares – lembra V.Exª só para agradar o Rei das invasões sanguinárias.
- Em retribuição a sua dedicação à causa dos nossos onzenários - observa Bush com mímicas de quero-mais – esses potentados dos carcanhóis abundosos salvaram seu mandato em 2005, quando seu impeachment era a punição exigida para a corrupção tsunâmica do Mensalão.
- Não foi bem assim..., Majestade. Esses banqueiros me salvaram do impeachment a la Collor, - explica V.Exª empertigando-se na poltrona de pele de arminho - porque eu isentei do imposto de renda, do iof e da CPMF, as remessas de rendas dos trustes e dos especuladores financeiros que são eles mesmos. Estes soberanos ainda exigiram e eu ainda os atendi ao conceder tratamento fiscal privilegiado e subsídios ao capital estrangeiro entrante e ao já investido. Só às montadoras de automóvel, o BNDEs concedeu em 2006 empréstimo a juros privilegiados da ordem de cerca de 5 bilhões de reais que foram investidos em títulos especulativos – informa V.Exª com as flexões corporais dos grandes aduladores.
- Já percebo que nossas empresas no Brasil permanecem bem assistidas pelo governo. Entretanto eu quero saber como um americano, pessoa física, que vai ao Brasil especular no mercado de títulos, pode remeter seus lucros aqui pra nossa praça. Isso é o que quer saber também meu vice-presidente Dik Cheney, gentleman muito meu amigo que pretende mandar uns amigos do peito brincarem de ter lucro cavalar lá no Brasil – perquire Bush espreguiçando-se na poltrona larga onde se derrenga todo!
- É, Majestade! o Brasil sempre foi uma terra dadivosa para os estrangeiros desde o tempo dos bufarinheiros portugueses...
- Mas me diga como um americano sem pagar imposto, pode remeter lucros para os Estados Unidos, estando ele no Brasil – insiste o mandachuva internacional.
- Oxente! Majestade, seus conterrâneos remetem qualquer quantia pela boa da conta CC5 do Banco Central. Fique convencido de que o Brasil é o maior e melhor Paraíso Fiscal do Planeta. Se eu não tivesse que enfiar fubá de milho na boca de alguns milhões de famintos, eu ainda fazia melhor com seus amigos banqueiros...! – conjectura V.Exª rindo para Bush o riso dos doidivanas diante da fosforescência mirabolante dos relâmpagos.
- Eu já estou preocupado com seu futuro substituto. Será que essa situação de paraíso dos lucros pode continuar depois de você? Essa situação de riqueza concentrada e miséria socializada, não pode ensejar o aparecimento de um Hugo Chaves? – indaga o Presidente ianque meio desconfiado.
- No Brasil, a miséria só terá ventre para conceber um Hugo Chaves, quando sua economia for haitinizada, alcançando a porcentagem de 80% de famulinos. O entalhamento deste quadro macabro ainda leva uns 15 anos. Daqui até lá fiquemos com nossos queixos enfiados na gamela de ouro dos lucros espalhafatosos – expõe V.Exª se sentindo todo ancho ao consolar o chefão da máfia de guerra estadunidense.
- Você está muito otimista... As vitórias seguidas do Ortega, do Morales, do Rafael... deixam a nós outros meio escabreados. Eu me conformo em perder todos os países latinos, menos o Brasil, por ser este país a fonte dadivosa de minerais estratégicos, de lucros paquidérmicos, de remessas líquidas avantajadas... Eu sou como o amante apaixonado que não larga o pé da bonitona, embora ela já esteja em outra órbita sexual – compara-se Bush exibindo seu grande amor telúrico...
- Vamos ter fé na tolerância histórica dos brasileiros, que nada disso vai acontecer – apazigua V.Exª ao morubixaba ranzinza, reforçando suas palavras com movimentos lentos de mão. - Fique tranqüilo, Majestade, que meu substituto ou será José Serra, governador de São Paulo, ou Aécio Neves, governador de Minas Gerais. Qualquer um desses dois que for eleito, continuará com a política neoliberal que é a de reduzir o Estado social e alargar o rasga-rasga do sistema financeiro externo sobre o cadáver econômico do país. Com a vitória de um deles, só mudará a forma de enganar os eleitores brasileiros que de política não entendem bulhufas – animiza V.Exª ao tutunqué, descobrindo-se o mais esperto dos arrivistas.
- Não há risco de surgir um Evo Morales de última hora para estragar a festa de meus conterrâneos e amigos? – averigua Bush.
- Eu asseguro a Vossa Majestade que essa ameaça está inteiramente exorcizada enquanto a miséria não atingir 80% da população. Os governadores dos Estados brasileiros são todos neoliberais e 98% dos congressistas só aprovam leis em favor dos ricos. Há pouco, aprovaram um lei que permite a penhora da poupança do assalariado e, outra que dá prioridade aos créditos do banco sobre o recebimento dos salários no caso de falência. Esta ação legislativa favorece os ativos do aparelho financeiro e intensifica mais ainda a concentração da riqueza nacional – avisa V.Exª enquanto deglute mais uma dose de aguardente envelhecida.
- Que bom! Então os governadores e os congressistas do Brasil são todos ideologicamente elitistas!? – alegra-se o gunga-muxique dos bombardeios genocidas sobre a população civil de Bagdá, Cabul, Faluja, Beirute e Sul da Somália.
- Essa espécie de governadores e congressistas é uma decorrência da escolha republicana do povo brasileiro... – caçoa V.Exª da inocência eletiva dos cidadãos pátrios.
- Povinho sabido, o brasileiro! Hum...! – resmunga Bush.
- No Congresso Nacional, só uns 2% não votam em projetos elitistas; e por isto, estes projetos sempre se transformam naquelas leis que ativam energicamente a geração da miséria social. Político no Brasil só quer vida mansa e dinheiro em bancos offshores, situados em Belize, Uruguai, Panamá e no próprio Brasil. Nenhum desses parlamentares se sente um dos responsáveis pela geração dos cerca de 80 milhões de miseráveis. Todos se livram dessa pecha inumana culpando a ineficiência da polícia – expõe V.Exª isentando o Executivo de sua grande culpa no fomento da miséria social.
- Os parlamentares daqui não são loucos para votar contra os interesses de seu país – afirma Bush com muita convicção.
- No Brasil, é raríssimo a filial de empresa transnacional que não tenha sua coligada off-shore em outro Paraíso Fiscal, necessariamente para ensejar lucros extras em seus negócios misteriosos e facilitar a evasão de tributos – esclarece V.Exª ganhando a simpatia do responsável nº 1 pelo aquecimento global.
Bush assenta as duas mãos nos braços da cadeira presidencial e levanta-se de súbito, um tanto preocupado... Com um giro rápido para a direita, abotoa o paletó de cashmere, dá alguns passos com as pernas duras como se fora Hitler, vai até o janelão observar uma parte dos jardins da Casa Branca, volta em direção a V.Exª e profere seu palavreado agitado, fitando os olhos do Presidente do Brasil:
- Eu quero que você acabe com o tal do Hugo Chávez!
- Mas, Majestade, é..., éé..., uma empresa difícil – gagueja V.Exª.
- Não tem mais, mais, não! – insiste Bush.
- Me dê a missão de acabar com o Evo e passe a de arrasar com o Chávez para o presidente Calderón Hinojosa do México... – pede V.Exª batendo o queixo incontrolavelmente.
- O Chávez é um contratempo aos grandes lucros de nossos grupos econômicos – esbraveja Bush, esmurrando o tampo de uma mesa à sua frente, para prosseguir em seus cometimentos contra o Presidente venezuelano:
- O ditador Chávez estardalhou em sua última posse que vai implantar um Estado socialista esteado no processo de produção capitalista soberano, aquele maldito processo de produção que não transfere renda para nosso país! Isto não pode acontecer!! – vocifera Bush, tremelicando os membros como se estivesse numa sessão de macumba.
- Majestade! – pede V.Exª, a palavra. – O Chávez contabiliza mais democracia de que Vossa Majestade. Em oito anos de governo, ele enfrentou quatro eleições e a Majestade só, duas... Chamar esse homem de ditador vai deixar Vossa Majestade na condição de super-ditador! É melhor botar esse apelido de ditador no Presidente da Síria... mantendo a briga de cachorro doido pelo ouro negro lá mesmo no Golfo Pérsico.
- Deixe de ser leso, baixote confuso! Uma mentira dita dez vezes vira uma verdade insofismável, segundo Goebbels, o marqueteiro de Hitler. Eu tenho nada que ele tenha passado por quatro ou mais eleições! Eu quero é derrubá-lo!!! assim como derrubei Saddam Hussein sob o pretexto capcioso de que este trapo ruim tinha armas de destruição em massa! – destempera-se o governante que mais gosta do petróleo dos outros.
- Eu já faço o possível para torpedear qualquer projeto de importância para a Integração da América Latina; e o faço sem que os presidentes latinos percebam minha ação sub-reptícia. Agora em janeiro bombardeei a criação do Banco do Sul – presta V.Exª, conta ao morubixaba ianque de sua traição ao ideal de integração do Continente sul-americano, o mais espoliado em todos os tempos, durante toda história do homem.
- Essa foi uma jogada de artista. Essa eu adorei – ensoberba-se o governante americano que ostenta hoje o menor índice de popularidade dos últimos 100 anos nos Estados Unidos. – Já pensou nesse tal de Banco do Sul como depositário das reservas de todos os países latino-americanos! – interjectiva Bush. - Seria um banco fortíssimo no comando de cerca de 500 bilhões de dólares. Com esse banco operando, nossos banqueiros perderiam o poder de usar o ‘ataque especulativo’ como recurso de forçar os governos a pagarem juros mais caros por seus títulos públicos. Com esse banco atuando, na hora do aperreio, o governante do Estado devedor lançaria mão de empréstimo urgente para frustrar a investida dos banqueiros especuladores. Esse Banco do Sul também tornaria impraticável a atuação do Fundo Monetário Internacional na América Latina – disserta Bush, mostrando-se entendido em matéria de agiotagem.
- Com base em seus próprios argumentos, veja quanto serviço eu prestei aos investidores financeiros ao vetar a criação do Banco do Sul como um dos órgãos importantes da Integração da América Latina – vangloria-se V.Exª apontando para si como se fora o bacanaço da salvação dos filárgiros internacionais.
- Não tenha sequer uma piola de dúvida de que nós somos gratos aos seus bons préstimos. Mas o que quero concomitantemente com a minoria rica, é acabar com a zebra Hugo Chávez – exige Bush, fechando a carranca para o lado de V.Exª.
- Se é assim, só é Vossa Majestade colocar seus porta-aviões no Mar do Caribe a noroeste da América do Sul e jogar foguetes sobre Caracas como doido joga pedras em meninos apupadores – aconselha V.Exª tartamudeando as palavras num grande esforço para articular os sons.
- O danado do Chávez já armou trezentos mil patriotas que no caso de invasão, provocariam a morte de milhares de marines, hecatombe que revoltaria o povo americano contra minha pessoa. Ele já instalou em Caracas um tipo russo de defesa anti-aérea informatizada, novidade que destruiria centenas de aviões de guerra americanos – informa Bush, batendo com o calcanhar no assoalho da sala.
- É melhor deixar o Chávez em paz. Ele não continua vendendo petróleo aos Estados Unidos? – rememora V.Exª.
- Nem o governo americano tem onde comprar o petróleo que importa da Venezuela, nem a Venezuela tem a quem vender o petróleo que exporta para os Estados Unidos. O nó é que o lucro que antes era transferido para nós, hoje fica na Venezuela. É isto que não posso tolerar... – deblatera-se Bush quebrando na parede um jarro azul com rosas brancas.
Majestade! não brigue tanto por um troço pegajoso que nem o petróleo. Creia no programa do bio-diesel que lancei em 2006 antes da eleição para presidente da Republica – procura V.Exª arranjar um freguês, bom que só sarna em espinhaço de velho!
Ao ouvir o palavreado de V.Exª, Bush fecha a carantonha e obtempera:
- Será que você quer levar-me ao ridículo com essa conversa pra boi dormir? A produção de seu bio-diesel não chega nem a prover a frota de carroça de burro em serviço no Brasil – arenga Bush com o dedo em riste.
- Nada disso! Não fale em ridículo nem de brincadeira, pois respeito muito a Majestade. Nunca levaria ao truanesco o governante valente que faz derramar o sangue de qualquer povo que não aceite sua democracia petroleira... – defende-se o Presidente dos pobres do Brasil...
- Cadê a classe-média venezuelana que não sustentou o golpe contra o Chávez em 2002? – baldoa o predador de Kioto, esmurrando a parede à direita.
- A miséria é tanta na América Latina que a classe-média perdeu seu poder de convencimento das camadas mais baixas da sociedade. Saiba também que o neoliberalismo reduziu o tamanho da classe-média de 20 para uns 10%. O achatamento salarial atuante de 1995 até hoje, descaracterizou a força política dessa classe-pensante latina. Por isso, o golpe contra Chávez não vingou na Venezuela. A classe-média só é permanentemente pujante quando o processo de produção capitalista é soberano – explica V.Exª se sentindo um cientista político.
- A dimensão de nossa área de influência se acha em risco... Agora apareceram novos terroristas em mise-en-scène: um tal de Rafael Correia, um tal de Morales e até o Daniel Ortega virou fênix ressurgindo da cinzas políticas. E eu atolado no Iraque sem poder fazer nada... A coisa está ficando cada vez mais preta. Olhem a prova: para que o Calderón Hinojosa ganhasse a eleição para presidente do México, foi preciso que o sistema eleitoral promovesse uma fraude hipopotâmica – brada Bush, o derrubador desnaturado do humano Presidente do mísero Haiti, padre Jean-Bertand Aristide.
- Tenha paciência, Majestade! – tenta V.Exª aclamar a fera.
- Tenha paciência, um ova!! Eu quero é o petróleo da Venezuela de volta a nosso poder! – exalta-se o destruidor do Iraque.
- Calma! Tranqüilidade é bom nesses momentos contraditórios! A fim de que Vossa Majestade não termine jogando uma bomba atômica na cabeça de algum povo em brigas crudelíssimas por petróleo, tome um pouco dessa água gelada para esfriar a cabeça já bem aquecida... – oferece V.Exª simulando com lentos movimentos de mão, um afago em pelo de burro brabo.
- Depois de retomar o domínio do petróleo para seu país mixuruca, o Chávez ainda ofereceu a vitória de sua reeleição ao ditador Fidel Castro – estrondeia o maior arruaceiro internacional, sacudindo os braços em sinal de desespero.
- Isso não teve importância alguma, Majestade! – conforta V.Exª ao Tupã enfurecido. - Toda mídia escrita, falada e televisada é comprometida com a presença do capital estrangeiro em quase toda América Latina. Resultado: o gesto de gratidão de Chávez não obteve qualquer repercussão – dissuade V.Exª ao todo-poderoso dono do Mundo.
- Não é mais assim como você está a supor! – adverte Bush. – A CIA detectou busca intensa na internet à palavra Cuba, assim que o Chávez brindou o Fidel com sua vitória. Resultado: tudo que nós escondemos durante os 44 anos de bloqueio econômico, veio à tona sobre Cuba. Está lá escrito em algumas páginas da internet: desemprego em Cuba > 2%, menor do que o dos Estados Unidos que é de 4,5%; analfabetismo > menos de 3%, mais baixo do que a porcentagem dos Estados Unidos que é de 4%; mortalidade infantil > 5,8 por mil nascimentos, taxa menor do que a dos Estados Unidos que é de 7; taxa de miseráveis > 0%, enquanto nos E.Unidos é de 4%; IDH (índice de desenvolvimento humano) tão elevado em Cuba quanto nos Estados Unidos e na Europa – emula Bush com paciência impressionante, as taxas de desenvolvimento da civilização cubana e da americana.
- Majestade, ninguém dá valor a esses números não! - minimiza V.Exª, as taxas apresentadas pelo violentador da auto-determinação dos povos. – A propaganda da mídia latino-americana contra Cuba é tão violenta que as pessoas vão crer que essas porcentagens estão completamente erradas. Não dê importância a essas garabulhas não! Não perca tempo com defunto ruim... – sossega V.Exª ao touro bravio.
- Pedinche ao ditador Hugo Chávez para não pronunciar mais o nome de Cuba. Faça isso... Do contrário serei obrigado a destruir Cuba a poder de bomba atômica, para que não sirva de exemplo aos miseráveis país abaixo do sul dos Estados Unidos – requesta Bush de forma muito arrogante.
- Fique quieto que farei seu pedido – conforma V.Exª, a fera ferida em seus interesses econômicos.
De supetão, Bush fixa os olhos num dos pés da poltrona onde V.Exª se acha todo ancho e enxerga um rato subindo a farejar-lhe a calça. Aí ele exclama para V.Exª:
- Prezado Lula!!! você trouxe algum rato em sua companhia!?
- Não!!! Dirceu e Valério ficaram lá no aeroporto de Brasília e Delúbio, na cozinha de Palácio fazendo o rol do feirão presidencial... – responde V.Exª sem entender a maldade da pergunta.
- Então quem é esse que cheira suas calças – indaga Bush, apontando com o dedo o bulício do roedor.
V.Exª olha o bichinho, alisa-lhe o topete e obtempera com boa presença de espírito:
- Este aqui é Vossa Majestade quando vai pegar às escondidas, seus lucros na Harken Energy Corporation, com a qual foi deixada a exclusividade da exploração petrolífera do Barhein – denuncia V.Exª continuando a acariciar o murídeo.
- Você tá besta, baixote atrevido!!? Me chamando de desonesto... Corrupto é você que comandou o Mensalão lá no Brasil – acusa Bush impiedosamente.
- Hep! Olhe lá! Me respeite! – levanta-se V.Exª apontando o dedo pra cara do invasor do Afeganistão. – Eu não fiz como a Majestade que mandou bombardear Bagdá só para proporcionar belíssimas negociatas a Halliburton, da qual Vossa Majestade é sócio disfarçado juntamente com seu vice-presidente Dik Cheney – acusa V.Exª corajosamente, honrando com essa inconsideração a tradição de valentia do povo brasileiro.
Ao ouvir o Presidente brasileiro rasgando o estrágulo encoifante da verdade, Bush franze o sobrolho e parte sobre V.Exª que se põe a rodear o mesão do Salão Oval da Casa Branca, como se fosse uma raposa com medo de pitt-bull. No pega-não-pega, V.Exª clama já muito nervoso:
- Calma, Majestade!!! O piso está escorregadio e pode favorecer a queda de um de nós dois...
- Canalha! Você espalhando o segredo da Harken, a risco de algum jornalista investigativo do Woshington Post ouvir sua inconveniência!! – esturra Bush à proporção que aumenta a velocidade derredor da mesa até agarrar na barra traseira do paletó presidencial, arrancando-o do tórax de V.Exª.
Nesse comenos, entra no salão o economista Karl Mcdowell e logo corre para se antepor a Bush que já se acha ofegante, a ponto de se estender sobre uma poltrona de veludo, quase com um palmo de língua de fora... O esfalfamento do Bush assemelha-se ao do veado quando escapa de ataque de onça pintada!
V.Exª, ainda espantado que só punguista quando vê o guarda, esgoela-se para o economista:
- Hei! cidadãooo! mande ele entregar meu sobretudo. Do contrário a Marisa vai dizer que eu estava em lugar suspeito... – depreca V.Exª ao professor Mcdowell, enquanto de longe olha para o desordenador do Haiti, com quem de longe mesmo retoma a conversação interrompida:
- Fique certo, Majestade, que eu não vi e nem sei de nada da Harken e da Halliburton. No Brasil, eu só escapei do impeachment porque governo sem ver e sem saber de nada. Ouviu!? Pode confiar na cegueira política de meu olhos e na cera de meus ouvidos, e estamos conversados... – conclui V.Exª ao vestir o casaco de seu uniforme azul marinho.
Depois da raiva, já sentado na poltrona, Bush pondera só para si:
“Eu não devo brigar com ele não! Se eu fizer essa besteira, quem sai ganhando é o Chávez”.
Em seguida Bush se levanta e vai ao encontro de V.Exª, com a manzorra estendida:
- Aperte aqui esta mão guerreira e me desculpe pela violência desproporcional.
- Tá desculpado, Majestade. Isso foi um desentendimento habitual entre dois debatedores democratas, parecido com a discórdia de dois almocreves trepados em palanque de camelô em feira livre – aceita V.Exª a pax-romana, tornando os dois chefes de Estado a um cortês relacionamento.
- Obrigado por ter aceito minhas escusas mesmo com a colocação desse fraseado meio chinfrim – critica Bush só para se sentir superior.
Após vestir o paletó e ajeitar a gravata, V.Exª volve a solicitar do Presidente estadunidense:
- Majestade! eu agora fiquei com a mosca na orelha... Peça aí ao economista dr. Mcdowell para me informar porque Cuba desenvolveu tanto o IDH de seu povo. Eu garanto a Vossa Majestade que na América do Sul ninguém vai ficar sabendo o motivo verdadeiro que levou Cuba a ser uma ilha de paz social no meio do caos econômico da América Latina – requer V.Exª curvando a cerviz numa atitude de agradecimento antecipado.
- Dr. Mcdowell, abrolhe uma ligeira aclaração aí ao baixote. Ele terminará por arrematar sua amizade por mim, enfrentando o Chávez, este proponente inconseqüente de um socialismo temporão – determina Bush com um sorriso irônico no canto da boca.
- Presidente Lula, - inicia-se o economista – se V.Exª tivesse uma fábrica de picolé e todo o lucro mandasse para outra fábrica sua em outra cidade, no final de certo período, toda riqueza estaria com a segunda indústria. Desse mesmo modo age o capital estrangeiro remetendo todo o lucro para suas matrizes em outros países. Esse processo de produção obedece a fórmula DMT (dinheiro-mercadoria-transferência de renda). Esse sistema de fabricação pode estar politicamente sujeito às leis e à administração de um Estado elitista que proporciona a concentração da renda para as elites; ou pode estar subordinado à administração e às leis de um Estado socialista que devolverá toda receita fiscal à sociedade, principalmente pelas vertentes da saúde e da educação, privilegiando o social sobre o individual. Até 1991, Cuba adotou o processo de produção capitalista estatal nos moldes do soviético. A partir da dissolução da União Soviética, Cuba adotou o processo de produção capitalista soberano, subordinado a um Estado socialista integral. Resultado: sem transferir renda para outros países como cometem quase todos os países latino-americanos, Cuba fez crescer o IDH de seu povo, mesmo enfrentando o mais longo e intenso bloqueio econômico já imposto a um país pelos governos dos Estados Unidos. A grande miséria social do Terceiro-Mundo decorre da veemente transferência de renda e riqueza para os países do 1º Mundo – professora o economista Karl Mcdowell.
- Gostei da lição passada com muita desafetação. A luz advém de uma coisa tão simples que é o sol brilhando – comenta V.Exª agradecendo com trejeitos de cabeça.
- Esse ensinamento do professor, guarde-o só consigo. Quando um dia o Brasil for como os Estados Unidos, aí você vai adorar a fórmula DMT – encerra Bush a conversação com V.Exª, apertando-lhe a mão com a promessa de visitar Brasília tão logo sinta vontade de comer churrasco com cachaça de Salinas na Granja do Torto.
- Com meu esforço de boi manso, o Brasil será os Estados Unidos nestes 20 anos vindouros, mesmo sem crescer, só com minha força de vontade e a resignação de sua gente – ufana-se V.Exª ao mesmo tempo em que desce o último degrau da Casa Branca.
Antes que V.Exª se oculte na distância, Bush insinua:
- Para que o Brasil seja os Estados Unidos nestas duas décadas venturas, você precisa encarnar a anti-integração, ser o desintegrador da América Latina. Vá por mim que você chegará ao éden da imortalidade!! Lembranças minhas aos congressistas brasileiros que colaboram com nossas empresas, aprovando leis da melhor qualidade ideológica no campo da dominação do capital estrangeiro. Adeus, baixote bom de voto!

Langstain é autor do romance de combate: A Dominação do Terceiro-Mundo, com 583 páginas a preço R$ 29,90, com venda pelo jornal A Nova Democracia, e-mail: redação@anovademocracia.com.br, falar com Prieto.

12 Comentários:

  • O pensador Langstain Almeida demonstra de forma irrefutável o estado deplorável do nosso modelo de desenvolvimento econômico. Precisamos desmascarar os "salvadores da pátria" que vendem o nosso país.

    Por Blogger Marcelo de Alcântara Bulhões, Ã s 5:15 AM  

  • É um absurdo a subserviência do Governo Lula ao capital internacional. A denúncia do texto penetra fundo nas entranhas do entreguismo de certos setores da nossa elite.

    Por Anonymous Anônimo, Ã s 5:19 AM  

  • Viva Chavez!!! Abaixo Bush!!

    Por Anonymous Anônimo, Ã s 5:20 AM  

  • Sem um resgate do verdadeiro pensamento das esquerdas, o Brasil nunca vai avançar. A subserviência ao capital estrangeiro é um dos maiores entraves para o nosso desenvolvimento. Chavez para Presidente do Brasil!!!!

    Por Anonymous Anônimo, Ã s 1:45 AM  

  • O Prof. Langstain Almeida tem toda razão. Ainda estamos na cozinha dos EUA.

    Por Anonymous Anônimo, Ã s 1:52 AM  

  • As esquerdas do País precisam se unir em torno de um projeto sério de Brasil, como a valorização do capital nacional, bandeira de unidade que interessa a todos os brasileiros. Langstain Almeida está fazendo a sua parte. É preciso seguir o exemplo deste brasileiro.

    Por Anonymous Anônimo, Ã s 2:48 AM  

  • Como a nossa elite engole a doutrina Bush... Como ela engole tudo aquilo que vem dos Estados Unidos. A conversa de Bush com o "baixote" ilustra a subserviência política e cultural de certos setores do país.

    Por Anonymous Anônimo, Ã s 2:50 AM  

  • Sou leitor de a Dominação do Terceiro Mundo, um dos melhores livros para entender a relação entre o Norte rico e o Sul pobre. Concordo com o escritor Langstain Almeida: é preciso dar um choque no país e enfrentar o nosso futuro com a cabeça erguida. Por um Brasil melhor!!! Por um Brasil decente!! Por um Brasil Brasil!!!

    Por Anonymous Anônimo, Ã s 2:54 AM  

  • Que se danem a ALCA, os EUA e seus admiradores. Vida longa a Fidel, Chavez e Langstain!!

    Por Anonymous Anônimo, Ã s 2:55 AM  

  • Gostaria de adquirir a obra A Dominação do Terceiro Mundo de que fala o companheiro José Cândido. Precisamos descobrir o que está acontecendo para esboçar alguma reação. Estou com o professor Langstain e não abro.

    Por Anonymous Anônimo, Ã s 3:30 AM  

  • Quero um país melhor, um país que não me envergonhe no plano internacional; são quase 20 anos de sujeição ao poder econômico internacional, em plena democracia. Muito legal o texto.

    Por Anonymous Anônimo, Ã s 3:01 AM  

  • A Presidência do Brasil é ridícula assim mesmo ou eu estou enganado?

    Por Anonymous Anônimo, Ã s 3:03 AM  

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